RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GRIPE "A" ISOLA INDIO MUNDURUKU

Quarta-feira, 07/04/2010, 07h47

Mais um índio é diagnosticado com gripe A

De acordo com a Casa do Índio, ele está em isolamento na Santa Casa de Misericórdia
Foi confirmado mais um caso de gripe A em um indígena, segundo a chefia da Casa do Índio, em Belém. Integrante da tribo Munduruku, Lamberto Saw está internado na Fundação Santa Casa de Misericórdia desde o dia 24 de março. Ontem, uma ligação para a casa de apoio aos indígenas confirmou a presença do vírus H1N1.

Fátima Lima, Chefe da Casa do Índio, diz que o índio de 29 anos saiu de Jacareacanga no dia 15 de março e seguiu para a casa de apoio em Itaituba com dores abdominais, anemia e palidez. Como seu estado de saúde não melhorou, no dia 22 veio para Belém em avião fretado e seguiu direto para o Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei, no Guamá. “Nós o levamos para a rede municipal porque ele não veio de lá com leito garantido, então, essa foi a nossa porta de entrada”, disse Fátima Lima.

Após a realização de vários exames laboratoriais, Lamberto foi transferido para a Santa Casa, onde ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva. “Todos os dias alguém ia visitá-lo. Ele chegou a ficar todo entubado, por isso não podia ficar com acompanhante”, explica.

Porém, na noite da última segunda-feira, Fátima foi surpreendida com o telefonema. “Era da Santa Casa e disseram que o caso deu positivo para Gripe A, achei estranho porque, até então, ninguém tinha falado nada sobre a suspeita e os sintomas não eram os provocados pelo vírus H1N1”, disse. Segundo Lima, Lamberto saiu da UTI e se encontra em uma sala isolada, porque além dos riscos de transmissão da gripe A, estaria transtornado, inclusive cuspindo nas pessoas, para sair do hospital. A vacinação contra a gripe A começou a ser realizada na aldeia indígena em Jacareacanga enquanto Lamberto se encontrava em Itaituba.

Apesar de toda a descrição de Fátima Lima, a assessoria de imprensa da Santa Casa e da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) desconhecem o assunto. Através da assessoria de imprensa, a coordenadora de vigilância epidemiológica da Sespa, Ana Helfe, afirmou que vai verificar a situação para só depois se posicionar sobre o assunto. 
Diario do Pará

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