RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 8 de abril de 2010

FUNAI - CAIU IVANILDO VIANA ROCHA


Itaituba - Ivanildo Viana Rocha, indigenista, historiador, com vasta experiência empregada ao serviço do indigenismo do Alto Tapajós e com breves incursões na região de Novo Progresso com os indios Kaiapó, não é mais o todo poderoso dirigente do trabalho assistencial da Funai em Itaituba. Com a nomeação de um novo administrador para a Coordenação Regional de Itaituba que trata-se do indigena e sociólogo Ademir Kabá, algumas modificações “mornas” estão ocorrendo na estrutura administrativa daquela Coordenação, mesmo que sem vislumbrar-se critérios para tal. Há de se levar em entendimento que para tudo existem critérios que devem ser predefinidos e isso parece não estar acontecendo; para se ilustrar a falta de critérios leva-se a tona as seguintes considerações:
-Deuzivaldo Saw Munduruku, hoje por iniciativa e solicitação do Coordenador Regional foi nomeado pela presidência da Funai, Chefe do Posto Sai Cinza, mesmo sendo uma pessoa de ilibada conduta moral e com conhecimento intelectual comprovado, para  a nomeação do indígena faltou ser analisado aspectos culturais, já que o referido índio e sua familia composta de pais, irmãos e outros parentes no final dos anos 80 por crendices relacionada à cultura Munduruku foram excluídos do convívio tribal de forma brutal e hoje foi nomeado para trabalhar na própria aldeia  de onde sua familia foi expulsa. Será que ele não poderia ser utilizado em outro aldeamento?
-Ivanildo Viana Rocha, com 13 anos de serviços profícuos e duradouros prestados à Funai e aos indígenas, que detém conhecimento profundo dos trabalhos operacionais do órgão, além de ser o único planejador das ações e projetos de apoio ao desenvolvimento econômico do Grupo Munduruku, foi exonerado sem se ter ao menos uma pessoa para quem pudesse repassar as informações preciosas de sua pasta sobre dados do Organismo Federal Indigenista, de sua Coordenação de trabalho, e projetos em desenvolvimento. Ivanildo tem um profundo e respeitável relacionamento com as instituições de apoio à causa indígena, transito na Procuradoria da República e assuntos pertinentes nessas instituições poderão sofrer solução de continuidade se o Coordenador Regional Ademir Kabá, não tiver uma carta na manga para resolver essas questões.
Por enquanto as ações que já deveriam estar em franco desenvolvimento deverão sofrer paralisação. Pior para o Índio.
 PORTEIRA ABERTA
Pelo que se sabe, sem autorização da Funai e a anuencia da Associação Pusuru, que gerencia esses assuntos, um grupo de pessoas que se aventuram pela transamazônica em viagem de turismo e pesquisa, está nesta data e hora adentrando a Terra Indigena com o fito de conhecerem um pouco dos costumes tribais e verem a riqueza cultural do Munduruku. Na certa  indios em trajes  simplórios e indias com seios de fora estarão posando para as "objetivas" dos visitantes, que levarão fartas fotografias dos Munduruku para exibirem como trofeus de suas aventuras pela amazonia, e nessa hora urge perguntarmos para obtenção de respostas: - Quanto a comunidade indigena vai ganhar com essa imprudente visita? Com certeza os bekitis ganharão "balinhas" e aumentará mais os indices de doenças bucais e estomacais. Quem paga por isso?

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