RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

GENERAL ALERTA SOBRE COBIÇA INTERNACIONAL

No início do ano, ele classificou de "caótica" a política indigenista brasileira e afirmou que a demarcação de reservas contínuas na Amazônia é colocar em risco a soberania nacional. Suas afirmações incomodaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, em outubro, o comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, alerta novamente: "A cobiça internacional [em relação à Amazônia] não é uma paranóia dos militares". Segundo ele, a cobiça ocorre de maneira genérica e é expressa nos discursos de autoridades de diferentes países.

Diante dessa situação, o general diz que está na hora de o Brasil começar a raciocinar com o conceito de soldado do futuro, ou seja, aquele que usa equipagem leve e tecnologias sofisticadas.

Hoje, na Amazônia, os fuzis utilizados pelo Exército têm 43 anos de uso. Mas nem por isso, segundo Augusto Heleno, os militares encaram como "castigo" servir na Amazônia como acontecia no passado. "Nossos melhores profissionais passam por aqui, dando o melhor de si", diz.

Entre os militares da ativa, o general Augusto Heleno é o único da atualidade com experiência em combate. Antes de assumir o Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus (AM), Heleno comandou a força da paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti.

Atualmente, o general é um dos militares mais admirados e reconhecidos na caserna e, principalmente fora dela, devido ao fato de ter colocado na agenda nacional temas considerados áridos, entre os quais a Amazônia, a soberania e a política indígena.

Foi essa experiência que fez do general Heleno Augusto o responsável pelo maior comando militar em área de selva do mundo: inclui seis estados e parte de outros dois numa área de responsabilidade operacional de 3 milhões e 600 mil Km², reunindo um efetivo de 25 mil militares, podendo chegar a 28 mil com a instalação de três novos batalhões.

A área onde fica é de constante tensão. É onde o Brasil faz fronteira com sete países, onde há forte presença de guerrilheiros, tráfico internacional de drogas, crimes ambientais, biopirataria e a cobiça internacional.

No seu interior, a preocupação maior é com a agitação provocada pelos movimentos sociais e questão indigenista, que por vezes promovem ações e discussões que colocam em risco a segurança nacional e a soberania territorial.
(Fonte: Rondonotícias)

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