RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

SAÚDE INDÍGENA - DESCASO SEM FIM

É um verdadeiro caos a situação da promoção de saúde indígena em Terra Indígena Munduruku, que abriga por toda sua extensão territorial quase uma centena de aldeias, que sofrem com o descaso, que deixa entre os Munduruku, registro de consideráveis casos de doenças sem controle.

Não bastasse a malária, que é uma doença endêmica na região que ainda causa mortes, as doenças intestinais e verminoses são o maior incidência dessas moléstias que assustam e deixam parte do povo e principalmente as crianças e idosos debilitadas pelas doenças mal curadas e até crônicas no organismo da maioria da população.
As doenças intestinais, diarreias, amebíases, giardíases, hepatites e infestação de verminoses é provocada por absoluta ausência de saneamento básico na grande maioria das Aldeias, obrigando os índios a se servirem para o consumo, de águas poluídas e contaminadas dos rios onde habitam.

Para se citar exemplo os indígenas que habitam as margens do Rio das Tropas, não possuem o mínimo de estrutura para se reverter esse quadro desesperador; nenhuma aldeia das quase uma dúzia que existem ao longo desse Rio, tem sistema de abastecimento de água adequado, a captação das águas para uso é feito diretamente das águas do rio que mais parece lama. Pode-se observar na maioria das Aldeias é o inicio da construção de melhorias sanitárias, completamente abandonadas e portanto sem a mínima possibilidade de serem usadas devido estarem em inicio de construção e há muito abandonadas e muitas dessas sem condições de recuperação. A única obra de abastecimento de água encontra-se em fase de construção na Aldeia Caroçal.

No Posto Indígena Rio das Tropas, denominado pela FUNASA (Ministério da Saúde) de Distrito Sanitário Indígena do Tapajós – Pólo Base Rio das Tropas, onde deveria estar em funcionamento o Pólo responsável pelas ações de promoção de saúde às Aldeias da jurisdição, só não está completamente abandonado, pois encontra-se ali uma Técnica de Enfermagem para que a Funasa mostre sua presença, pois não há medicamentos para nada, a única coisa que mostrava ser medicamentos era alguns pacotes de Sal de Reidratação Oral, devido surtos de diarréias e poucos medicamentos de eficaz resultado.

QUEM PAGARÁ POR ISSO? QUANDO SERÁ O PRÓXIMO ÓBITO? A CAUSA MORTIS com o perdão da brincadeira deverá ser registrada como insuficiência de ações sérias, com comprometimento de seriedade e falência múltipla da responsabilidade, humanidade, solidariedade.

Enquanto está informação poderá causar nos atores da promoção de saúde mais indignação, e nos chefes de gabinetes da Saúde indígena entendimento de exagero, uma vida poderá estar sendo ceifada pelo covarde descaso.

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