RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 25 de maio de 2008

TRAJETÓRIA DE UM FACÍNORA


COMANDANTE EM CHEFE DAS FARC MORRE!
(matava, extorquia, roubava, sequestrava, torturava e financiava seus comandados com o tráfico internacional de drogas)

BOGOTÁ, 25 MAI (ANSA) - Manuel Marulanda Vélez, o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto em 26 de março, foi um mito vivo para várias gerações de colombianos, o que inclui histórias sobre seus poderes sobrenaturais e os boatos a cada vez que se anunciava sua morte. Marulanda nasceu em 12 de maio de 1928 na cidade de Génova, estado de Quindío, no chamado eixo cafeeiro, com o nome de Pedro Antonio Marín. Ao entrar na luta política, adotou o nome de combatente de Manuel Marulanda Vélez, em homenagem a um sindicalista comunista dos anos 30 assassinado por setores conservadores em 1950. Marulanda era o mais velho de cinco irmãos na família de Pedro Pablo Marín Quiceno e Rosa Delia Marín, ambos pobres membros do Partido Liberal Colombiano. Antes de entrar para a guerrilha, trabalhou como padeiro, vendedor de queijos e foi dono de um pequeno comércio, tendo estudado até o quinto ano primário. Em seguida, Marulanda acabou absorvido pelos conflitos entre os partidos Liberal e Conservador colombianos -- primeiro ao integrar uma milícia camponesa armada que se defendia dos abusos do governo do Partido Conservador de então; depois na luta dos jovens comunistas que formariam as Farc em 1964. Na guerrilha, ganhou o apelido de "Tirofijo" (segundo seus biógrafos, devido à boa pontaria), e sobreviveu a diversos ataques militares, o que alimentaria os mitos sobre sua invunerabilidade. Marulanda foi visto publicamente pela última vez em 2002, após as frustradas negociações de paz com o governo de Andrés Pastrana (1998-2002). Desde então, ganhou força na imprensa a hipótese de que o velho guerrilheiro sofreria de graves problemas de saúde em decorrência de um câncer de próstata. Hoje, o governo colombiano e o secretariado das Farc confirmaram a morte de Marulanda, supostamente em função de um enfarte cardíaco, em 26 de março de 2008, após 44 anos de luta armada. (ANSA) 25/05/2008 16:54

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