RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sexta-feira, 18 de abril de 2008

SALVE O DIA DO INDIO! Salvem os indios! MUNDURUKU RESISTEM À CANALHICE

BRINCANDO NOS CAMPOS DO SENHOR

Fazem nesta data de 19 de abril, data em que se comemora o dia do índio, e o dia do Exercito, cinco anos em que a força da política partidária suja, instituição essa maquiavélica com pessoas que não se capitulam ante o corporativismo, fez com que deixasse a direção do Organismo Indigenista Federal, em Itaituba onde não pertencendo ao quadro estatutário (era nomeado simplesmente por uma Portaria do Presidente), meu trabalho foi desestabilizado e instituído nova administração de trabalho que contemplasse ótica e direcionamento político, dava-se incio ao planejado Sistema PT de governar. Trabalhei incansavelmente por longos 13 anos em que minha luta com meus companheiros, e pessoas que apoiavam a causa indígena fez com que conseguissemos desenvolver uma luta árdua pela garantia da demarcação da Terra Indígena Munduruku. Firmamos nosso trabalho, buscando apoio da coletividade, instituições de apoio à causa de toda a região, e com a coragem de alguns servidores que estavam sob o nosso comando, conseguimos ampliar, interditar e demarcar a Terra Indígena local de presença física permanente dos Munduruku desde tempos imemoriais. De 948.000 hectares que era a superfície da Terra, com o trabalho profícuo que executamos deixamos a terra ampliada e demarcada com quase 2.400.000 Hectares, perto assim de três vezes mais o tamanho que encontramos, alem disso havia outro complicador para os índios; a área estava invadida por centenas de garimpeiros. Foram tempos difíceis, para todos que se agigantaram na luta, tivemos companheiros ameaçados, emboscados, inclusive alguns tiveram permanentemente proteção policial, mais a responsabilidade constitucional que abraçávamos, não nos permitia retroceder. Com a ajuda decidida da hoje Antropóloga Regina Lucirene do GPADC, da Pedagoga Terezinha membro do CIMI norte II, Ivanildo Viana (indigenista) e Maria dos Anjos Verde companheira que muito contribuiu em meu trabalho indigenista, fizemos nos anos em que estávamos juntos, a Feira da Cultura Indígena na qual buscávamos e conseguimos a simpatia dos estudantes de Itaituba para nosso objetivo maior que era a demarcação das terras, tais Feiras , desde nossa saída da Funai, foram bruscamente paralisadas pelos reformadores do indigenismo, ao pensarem que a batalha em defesa dos direitos indígenas estavam assim encerrada. Ledo engano, depois de nossa saída os Munduruku perderam o referencial de apoio que encontravam em nosso trabalho. A luta deveria continuar, não havia razão de acomodação, pois se a garantia da terra era fato, haveria de ter outras lutas pois só com a terra não se sobrevive; a próxima meta de nosso trabalho interrompido, era o investimento em programas de fomentos a agricultura para evitar a fome que assola o seio indígena, e na sucessão contínua dos dias, hoje vemos um povo sem a quem recorrer; servindo a Funai apenas para corredor de oportunismo político, e com a inércia de servidores que se perderam no tempo esperando apenas o final do mês para auferirem seus salários fim produzirem suas mesas fartas de comidas e bebidas tendo ao seu lado bem colado o índio faminto, se vendendo por migalhas a políticos corruptos e sem referencial de moralidade. Esse é o cenário trágico que se desenha sobre o quotidiano dos Munduruku; enquanto a miséria faz gemer e chorar dentro das aldeias, pouquíssimos vivem uma vida melhor; são os que o assédio tornou-os cooptados pela política partidária, pela mentira, pela promessa que não enche barriga e que tornam esses índios disponíveis às estripulias criminosas dessa gente velhaca que compra o apoio do "cumpade" com fantasiosas promessas, mesmo já tendo escancarado a tranqüilidade do índio (confiança) com desserviço social que fez, quando teve tudo para fazer um serviço digno.
Já é hora de se fazer alguma coisa pelos Munduruku, é fato que em questão de educação a Prefeitura Municipal de Jacareacanga contribuiu muito pelo progresso; hoje já contam mais de uma dezena de índios em Faculdades tanto em Jacareacanga como Itaituba, porém a saúde também é um dos flagelos, não há uma política de promoção de saúde adequada, e capenga muito o trabalho feito em terra indígena, principalmente pela intervenção perniciosa novamente de política partidária no seio da sociedade indígena Munduruku.
Os noticiários de circulação nacional deram conta que um General de Exercito que é o Comandante Militar da Amazônia criticou de maneira acertada a política indigenista, por sua caduquice e ineficácia, teve coragem esse HOMEM de confrontar-se contra o Sistema Lula de Governar, que deixam os índios a mercê de um órgão protecionista viciado de arrumações políticas. Com certeza esse General com a postura ditatorial que tem nosso presidente é capaz de ser rebaixado a soldado raso, como estão rebaixados à miséria os Munduruku que acreditam nas “verdades” ditas por políticos oportunistas que estão rugindo ao derredor queredo opotunidade de trazer mais uma vez o inferno para perto dos indios, esquecendo que os indios tambem tem Deus por eles. Estão "Brincando Nos Campos do Senhor"
Walter Tertulino com contribuição de um Índio Evangélico

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